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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

happy birthday to me! [2]


O tempo muda tudo.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.



Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve, as saudades.



O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.



E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto,

Que não se muda já como soía

L. Camões

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


"No bico do pássaro curioso passeia o peixe: fugaz devaneio."

Ronaldo Bomfim

sábado, 29 de janeiro de 2011

Exagerado - cazuza


Amor da minha vida

Daqui até a eternidade

Nossos destinos

Foram traçados na maternidade



Paixão cruel desenfreada

Te trago mil rosas roubadas

Pra desculpar minhas mentiras

Minhas mancadas



Exagerado

Jogado aos teus pés

Eu sou mesmo exagerado

Adoro um amor inventado



Eu nunca mais vou respirar

Se você não me notar

Eu posso até morrer de fome

Se você não me amar



E por você eu largo tudo

Vou mendigar, roubar, matar

Até nas coisas mais banais

Prá mim é tudo ou nunca mais



Exagerado

Jogado aos teus pés

Eu sou mesmo exagerado

Adoro um amor inventado



E por você eu largo tudo

Carreira, dinheiro, canudo

Até nas coisas mais banais

Prá mim é tudo ou nunca mais



Exagerado

Jogado aos teus pés

Eu sou mesmo exagerado

Adoro um amor inventado



Jogado aos teus pés

Com mil rosas roubadas

Exagerado

Eu adoro um amor inventado

domingo, 21 de novembro de 2010

Máscara - pitty


Diga, quem você é me diga

Me fale sobre a sua estrada

Me conte sobre a sua vida



Tira, a máscara que cobre o seu rosto

Se mostre e eu descubro se eu gosto

Do seu verdadeiro, jeito de ser (2x)



Ninguém merece ser só mais um bonitinho

Nem transparecer, consciente, inconsequente

Sem se preocupar em ser adulto ou criança

O importante é ser você (2x)



Mesmo que seja estranho, seja você

Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro

Mesmo que seja estranho, seja você

Mesmo que seja...



O meu cabelo não é igual

A sua roupa não é igual

Ao meu tamanho, não é igual

Ao seu caráter, não é igual

Não é igual, não é igual, não é igual



I had enough of it (Eu tive o suficiente)

But I don't care (Mas eu não ligo)

I had enough of it (Eu tive o suficiente)

But I don't care (Mas eu não ligo)



Diga quem você é, me diga

Me fale sobre a sua estrada

Me conte sobre a sua vida

E o importante é ser você



Mesmo que seja estranho, seja você

Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro

Mesmo que seja estranho, seja você

Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro

Mesmo que seja estranho, seja você

Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro

Mesmo que seja estranho, seja você

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Recado - banda de pau e corda



Você tem que saber enfrentar as coisas
Do modo mais simples como aparecem
Coisas tão banais não vão levar você ao desespero
Você tem que viver sem perder as cores
Você tem que aprender a pisar nas dores
Não precisa beber pra esquecer
Nem precisa sorrir de mentira
E dizer que está feliz
Você vive pregando miçangas
Em fazendas de algodão
Siga o exemplo do meu companheiro
Cristo rei a salvação
Cante a lua que a noite aparece iluminando este lugar
Cante o sol que ao raiar não se esquece de brilhar neste meu chão
Você vive pregando miçangas
Em fazendas de algodão
Siga o exemplo do meu companheiro
Cristo rei a salvação
Cante a lua que a noite aparece iluminando este lugar
Cante o sol que ao raiar não se esquece de brilhar neste meu chão

Reflexo que não conhecia - alice leme


Estava em minha frente o reflexo de uma pessoa que eu não conhecia,
Não sei da onde surgiu ou como se criou,
Mas estava ali e olhando para mim.
Seus grandes olhos negros como a noite e cabelos caídos em seus ombros,
Um corpo estranho e uma sensação de desgosto surgiu em meu coração,
Minhas mãos frias e meu corpo tremendo,
Vendo aquele reflexo que tanto me dava medo.
Fecho meus olhos e tento despertar deste sonho que está se formando em pesadelo,
Mas nada me acorda e eu não volto,
Vou correndo e tudo que olho a minha volta esta se formando em meu reflexo.
Estou me perdendo para mim mesma, para o lugar mais obscuro que existe no mundo.
Estou me perdendo para minha mente e sendo feita de escrava pelo meu coração.
Estou sendo algemada e massacrada, por não aceitar ser do jeito que sou.
Estou me perdendo e o reflexo continua a me seguir.
Eu já não sei quem é ela, pois me perdi no caminho até aqui.
Esse reflexo que tanto me persegue, pode ser a minha cura.
Mas o mantenho tão longe que não sei por onde anda e que horas volta.
Mas tenho certeza de que vou achá-lo, vou achar o meu reflexo.
Assim que voltar a me olhar no espelho,
E já não me olhar mais com os olhos de outra pessoa.

A. L

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Onde estás? - diego fernandes

Deus me disse baixinho:

"Deposita aqui tuas misturas... Eu as reorganizarei!"

Ei-las, Senhor: Não sou Antonio, Francisco, Pedro, Paulo, Benedito, Natanael ou Sebastião
Não sou nenhum desses santos... nem outros tantos...

Sou aquele que tu amas
Sou aquele que te engana e sente vergonha de te encarar...

Sou aquele fujão
parecido com Adão que ouve de longe o teu grito: "Onde estás"

Sou este... sou isto...

Lágrima disfarçada, criatura descarada

que te quer + e +!

domingo, 19 de setembro de 2010

FOLHA EM BRANCO - diego fernandes

 A vida segue seu rumo

Vou escrevendo minha história

A cada dia eu recebo

Uma folha em branco do Criador!

Vou escrever o hoje

Sem me preocupar com o amanhã

Sim, já passou o ontem

Só quero ficar com o que é bom!

Eu não tenho medo de tentar!

Parar! Pensar! Mudar!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Asas

"Preciso de asas, elas nos mostram os horizontes sem fim da imaginação, nos levam até nossos sonhos, nos conduzem a lugares distantes. São as asas que nos permitem conhecer as raízes dos nossos semelhantes e aprender com eles." P. Coelho

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Poesia

A noite acendeu as estrelas porque tinha medo da própria escuridão.
M. Quintana

domingo, 3 de janeiro de 2010

Receita de ano novo - Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aprendi com meu pai

No livro ‘Aprendi com meu pai’ de Luís Colombini, 54 pessoas descrevem as experiências e a lição mais importante que aprenderam com seus pais.
Inspirado nesta obra, segue a homenagem póstuma que fiz ao meu pai.
Aprendi com meu pai, por Luiz Cláudio da Silva Pinto
Aprendi com meu pai que caráter é algo que independe de erros e acertos;
Aprendi com meu pai que o amor deve ser expresso mais em gestos do que em palavras;
Aprendi com meu pai que toda e qualquer oportunidade de vida não deve passar em branco;
Aprendi com meu pai que o homem é livre para fazer suas escolhas mesmo sabendo que optou pela errada;
Aprendi com meu pai que o dia deve ser composto por declarações de amor, que a vida é sublime e que os maus momentos devem ser vividos na mesma intensidade que os bons;
Aprendi com meu pai que o arrependimento é um sentimento nobre e de pessoas que não se deixam abater pelos seus erros;
Aprendi com meu pai que para falar de Deus não preciso usar palavras;
Aprendi com meu pai que o amor sempre vem de maneira que não esperamos;
Aprendi com meu pai que a mudança do mundo começa pelas minhas atitudes;
Aprendi com meu pai que homem chora e diz eu te amo;
Aprendi com meu pai que o que muitas vezes precisamos para aproveitar uma oportunidade é de uma mão estendida.
Posso ter aprendido mais com os erros do que com os acertos do meu pai, mas aprendi também que o mais importante é ensinar independente do método.
*Meu pai faleceu de câncer aos 55 anos no dia 14/10/2009.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

5 coisas que eu aprendi com um lápis

1° qualidade: Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade. 2° qualidade: De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor. 3° qualidade: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça. 4° qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. E finalmente a... 5° qualidade: O Lápis sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

MORTOS DE FAMA: Mário Quintana (*30/07/1906 / +05/05/1994)

Estava estudando a vida de Quintana para este post, até esbarrar em um texto em que o autor fala sobre ele mesmo. Resolvi posta-lo, achei que seria menos humilhante para biografia do poeta ao comparar nossas habilidades com as palavras. Além de que, ele foi muito mais perspicaz ao descrever suas entrelinhas do que eu seria.

QUINTANA POR ELE MESMO

Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo. Não sei por que sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

DAS UTOPIAS

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
M. Quintana

terça-feira, 21 de julho de 2009

Poesia

"Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre e que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho, que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo. Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe, que ele é superior ao ódio e ao rancor. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas."
M. Quintana