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| O tempo muda tudo. |
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
happy birthday to me! [2]
sábado, 29 de janeiro de 2011
Exagerado - cazuza
domingo, 21 de novembro de 2010
Máscara - pitty
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Recado - banda de pau e corda
Você tem que saber enfrentar as coisas
Do modo mais simples como aparecem
Coisas tão banais não vão levar você ao desespero
Você tem que viver sem perder as cores
Você tem que aprender a pisar nas dores
Não precisa beber pra esquecer
Nem precisa sorrir de mentira
E dizer que está feliz
Você vive pregando miçangas
Em fazendas de algodão
Siga o exemplo do meu companheiro
Cristo rei a salvação
Cante a lua que a noite aparece iluminando este lugar
Cante o sol que ao raiar não se esquece de brilhar neste meu chão
Você vive pregando miçangas
Em fazendas de algodão
Siga o exemplo do meu companheiro
Cristo rei a salvação
Cante a lua que a noite aparece iluminando este lugar
Cante o sol que ao raiar não se esquece de brilhar neste meu chão
Reflexo que não conhecia - alice leme
Estava em minha frente o reflexo de uma pessoa que eu não conhecia,
Não sei da onde surgiu ou como se criou,
Mas estava ali e olhando para mim.
Seus grandes olhos negros como a noite e cabelos caídos em seus ombros,
Um corpo estranho e uma sensação de desgosto surgiu em meu coração,
Minhas mãos frias e meu corpo tremendo,
Vendo aquele reflexo que tanto me dava medo.
Fecho meus olhos e tento despertar deste sonho que está se formando em pesadelo,
Mas nada me acorda e eu não volto,
Vou correndo e tudo que olho a minha volta esta se formando em meu reflexo.
Estou me perdendo para mim mesma, para o lugar mais obscuro que existe no mundo.
Estou me perdendo para minha mente e sendo feita de escrava pelo meu coração.
Estou sendo algemada e massacrada, por não aceitar ser do jeito que sou.
Estou me perdendo e o reflexo continua a me seguir.
Eu já não sei quem é ela, pois me perdi no caminho até aqui.
Esse reflexo que tanto me persegue, pode ser a minha cura.
Mas o mantenho tão longe que não sei por onde anda e que horas volta.
Mas tenho certeza de que vou achá-lo, vou achar o meu reflexo.
Assim que voltar a me olhar no espelho,
E já não me olhar mais com os olhos de outra pessoa.
A. L
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Onde estás? - diego fernandes
"Deposita aqui tuas misturas... Eu as reorganizarei!"
Ei-las, Senhor: Não sou Antonio, Francisco, Pedro, Paulo, Benedito, Natanael ou Sebastião
Não sou nenhum desses santos... nem outros tantos...
domingo, 19 de setembro de 2010
FOLHA EM BRANCO - diego fernandes
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Asas
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
Receita de ano novo - Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Aprendi com meu pai
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
5 coisas que eu aprendi com um lápis
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
MORTOS DE FAMA: Mário Quintana (*30/07/1906 / +05/05/1994)
QUINTANA POR ELE MESMO
Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo. Não sei por que sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.











